Tiro de Guerra – Administração Municipal apresenta razões para a não renovação do convênio
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A Administração Municipal elencou 12 motivos para a não renovação do convênio para a manutenção do Tiro de Guerra no município. As razões foram apresentadas pelo prefeito Dr. Márcio Matos ao chefe da Seção dos Tiros de Guerra da 5ª Região Militar, tenente coronel Valdileno Bezerra da Silva em reunião realizada na semana passada no Gabinete do Prefeito.

O Tiro de Guerra foi implantado no município em 2013 e o contrato será finalizado em novembro desde ano com encerramento e entrega do prédio em fevereiro de 2018.

Seguem os 12 tópicos:

1º – O município gasta com a manutenção do Tiro de Guerra cerca de 250 mil reais por ano com materiais de consumo, funcionários, combustíveis, veículos e devidas manutenções, diárias de viagem, alimentação, vigilância e aluguéis dos imóveis dos comandantes;

2º – Há necessidade de redução de gastos visto a queda no ritmo de recuperação da economia e dos níveis de arrecadação;

3º – Há a necessidade de chamamento de servidores aprovados em concurso comprometendo ainda mais o orçamento do município e exigindo maior racionalidade na utilização de recursos;

4º – Há a necessidade de alocação destes valores para investimento nas polícias Civil e Militar na manutenção do convênio no qual o município poderá efetuar despesas diretas com a manutenção de viaturas e aquisição de equipamentos, dentre outros;

5º – Há o interesse no fornecimento da área ocupada pelo Tiro de Guerra para utilização do 26° Batalhão da Polícia Militar;

6º – Impossibilidade dos jovens, que ingressam no Tiro de Guerra, terem uma carreira militar;

7º – Impossibilidade de convocação de jovens vulneráveis socialmente, pois o recrutamento não permite interferência externa, impedindo, portanto, que seja utilizado como instrumento de recuperação social;

8º – Impossibilidade de utilização do Tiro de Guerra como um instrumento de segurança pública, pois os jovens não são preparados para o enfrentamento urbano e não é este o seu dever;

9º – O Tiro de Guerra não é instrumento inibidor de violência, pois observamos, entre os anos de 2013 e 2016, o maior crescimento nos índices de criminalidade no nosso município;

10º – Impossibilidade de utilização dos serviços do Tiro de Guerra de maneira continua e frequente nos casos de endemias, saúde, infraestrutura urbana, dentre outras, pois a carga horária é reduzida (cerca de duas horas diárias) e grande parte dos jovens trabalha e/ou estuda;

11º – Dificuldade de implantação de linha de transporte que atenda às necessidades dos atiradores visto a pequena demanda setorial;

12º – Queda acentuada de 30% nos alistamentos efetuados na nossa cidade, com relação ao ano anterior à implantação do Tiro de Guerra (2013). Isto vem a demonstrar a pré-disposição negativa ao serviço militar, pois jovens se deslocam a municípios vizinhos para efetuar o seu alistamento na perspectiva de redução da probabilidade de convocação.